terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CÂMARA FEDERAL: Em MT, novatos terão mais chances de se eleger nas eleições 2014


Dos oito deputados federais eleitos no pleito passado, um morreu, um renunciou, um é ‘ficha suja’, um deve se aposentar e outro, concorrer ao Senado

A eleição de 2014 será marcada pela maior renovação da bancada mato-grossense na Câmara Federal em 20 anos. Desde 1994, o índice de candidatos eleitos em um pleito e reeleitos quatro anos depois foi de, no mínimo, 50%. Na eleição passada, chegou a 75%. 

Este ano, dos oito deputados escolhidos pela população em 2010, apenas três já anunciaram que vão disputar a reeleição em outubro: Nilson Leitão (PSDB), Valtenir Pereira (Pros) e Carlos Bezerra (PMDB). Mesmo que todos os três saiam vitoriosos das urnas, o índice de reeleitos será de apenas 37,5%, o menor das últimas duas décadas. 

Dos outros cinco eleitos em 2010, um morreu (Homero Pereira), um renunciou (Pedro Henry), um será candidato ao Senado (Wellington Fagundes), um foi condenado pela lei da Ficha Limpa (Eliene Lima) e um anunciou que não quer ser candidato (Júlio Campos). 

Os números consultados pela reportagem não levam em conta casos em que um deputado suplente assumiu o cargo deixado por outro e concorreu à reeleição no pleito seguinte. Um exemplo atual disso é o do deputado federal Ságuas Moraes (PT). 

Ele passou a ocupar uma vaga na Câmara devido à aposentadoria seguida do falecimento de Homero Pereira, em outubro do ano passado. 

Em 1990, dos oito deputados federais eleitos por Mato Grosso, apenas dois, ou seja, 25%, se reelegeu em 1994. Foram eles: Wellington Fagundes, que à época era filiado ao PL e garantiu a vaga com 30.023 votos, e Manoel Antônio Rodrigues Palma, do PTB, com 26.490 votos. 

Já da eleição de 1994, quatro, ou 50%, se reelegeram em 1998: Murilo Domingos, Wellington Fagundes, Teté Bezerra e Antônio Joaquim. 

No ano de 1998, dos oito eleitos, novamente, metade se reelegeu em 2002, sendo eles Celcita Pinheiro, pelo PFL; Wellington Fagundes, ainda no PL; Pedro Henry, pelo PPB, e Wilson Santos, então já filiado ao PSDB. 

Do mesmo modo, em 2006, quatro deputados que assumiram em 2002 acabaram se mantendo nos cargos: Wellington Fagundes (PL), com 78.215 votos; Pedro Henry (PP), com 73.312; Carlos Abicalil (PT), com 128.851; e Thelma de Oliveira (PSDB), com 76.770. 

Em 2010 houve recorde de reeleições. Dos oito que assumiram quatro anos antes, seis, isto é, 75% do total, tiveram seus mandatos renovados naquele ano: Wellington Fagundes, Homero Pereira, Pedro Henry, Carlos Bezerra, Valtenir Pereira e Eliene Lima. 

Conforme os dados, o índice de reeleições aumentou com o passar dos anos. Foram de 25% em 1994 para 75% nas últimas eleições gerais, em 2010. O processo eleitoral deste ano, portanto, pelo menos no que diz respeito à Câmara Federal, trará novas caras aos representantes de Mato Grosso em Brasília. 

Até o momento, mesmo que preliminarmente, nos bastidores, alguns nomes despontam como possíveis candidatos a deputado federal em outubro: o ex-vereador por Cuiabá Lúdio Cabral (PT) e o advogado e empresário da região do Araguaia, Paulo Lacerda (PTB). 


As convenções partidárias, quando as legendas definem quem serão os candidatos a cargos públicos e quais coligações serão formadas, estarão autorizadas para ocorrer de 10 a 30 de junho, conforme previsto no calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  Diário de Cuiabá

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