quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O jovem volta a ter voz na vida do País

 
Jornalista Dorjival Silva

O Estatuto da Juventude entrou em vigor desde o primeiro dia de fevereiro, para se transformar em instrumento não apenas de valorização do jovem, mas de inseri-lo no contexto social do País.

Em seu art. 4º, a lei estabelece que “o jovem tem direito à participação social e política e na formulação, execução e avaliação das políticas públicas de juventude”, entendendo-se por participação juvenil, entre outros aspectos, o envolvimento ativo dos jovens em ações de políticas públicas que tenham por objetivo o próprio benefício, o de suas comunidades, cidades e regiões e o do país e a efetiva inclusão dos jovens nos espaços públicos de decisão com direito à voz e voto.

Essa percepção é reforçada no momento em que os jovens decidiram se manifestar para exigir que sejam ouvidos pelos governantes.

Em junho de 2013, quando os brasileiros saíram às ruas para reclamar as demandas reprimidas, foram os jovens que, através das redes sociais, puxaram o movimento, com um aspecto diferente dos caras pintadas dos anos 90.

Naquela época, a juventude foi movida muito mais por interesses políticos-partidários, que estavam por trás das manifestações, enquanto hoje meninos e meninas levantam bandeira de luta sem partidarismo, nem com alvo pré-determinado.

Eles ganharam as ruas para exigir os seus direitos, com ênfase para saúde, segurança e  escola gratuita de qualidade, temas exclusivamente constitucionais.

Talvez, e provavelmente, fortalecidos pelo Estatuto, a juventude assuma um papel importante na transformação político-administrativa deste País, a exemplo do que ocorreu em outras épocas.

Em 1932, os jovens defenderam a democracia contra a intentona comunista. Em 1946, a luta pela nova Constituição marcou uma geração. Na década de 50, participação decisiva no movimento que resultou na criação da Petrobras, apoiando a campanha “O Petróleo é Nosso”, puxada por Vargas

Nos anos 60 e 70, a trincheira contra o regime militar, onde muitos foram heróis, inclusive alguns ainda na luta social.

Na década de 80, as Diretas Já. Depois daí, com o lampejo dos caras pintadas (impeachment de Collor), os jovens iniciaram um longo período de sono profundo no berço do governo do PT. Até a aguerrida UNE recolheu as bandeiras e ensarilhou as armas para aplaudir a gestão Lula que, em contrapartida, abarrotou os cofres da entidade estudantil.


Agora, o novo momento, devidamente chancelado pelo Estatuto da Juventude, e que terá o primeiro grande desafio nas escolhas de seus governantes em outubro próximo. César Santos.

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